Shade, The Changing Man, de Steve Ditko: Dr. Ficção Científica

O que será que Steve Ditko achou do sucesso do filme do Dr. Estranho?Ainda que não exista nenhuma entrevista dele sobre o assunto [aliás, sobre qualquer assunto], e que seja possível que um cheque com a quantidade adequada de dígitos do lado de lá da vírgula influencie a opinião de qualquer um, o NEW FRONTIERSNERD tem um palpite: ele achou uma porcaria. É a conclusão à qual se chega lendo Shade, The Changing Man.

The Mocker, de Steve Ditko: Quadrinho underground objetivista

Steve Ditko é um cara com admiradores ilustres. Em In Searchof Steve Ditko, o documentário televisivo que Jonathan Ross produziu para a DC, temos uma coleção deles: o próprio Ross, Mark Millar, Joe Quesada, Neil Gaimane Alan Moore [que, aliás, usou os personagens criados por Ditko para a Charlton para escrever Watchmen]. Some Frank Miller, outro fã, à dupla final e perceba: os três quadrinistas mais importantes dos quadrinhos dos anos 80 recomendam o trabalho de um cara que… sumiu do mapa precisamente naquela década.

O Homem-Aranha de Stan Lee e John Romita: Com Grandes Poderes, Grandes Choques Geracionais

Steve Ditko, o co-criador do Homem-Aranha, deixou de desenhar a série do personagem na edição #38. Isso foi no início de 1966: um dia ele chegou na redação da Marvel, deixou as páginas originais do gibi com a secretária de Stan Lee e pediu que ela lhe avisasse que aquilo seria tudo. Ele nem desenhou a capa de sua última edição, que foi montada no bullpen a partir de quadrinhos do interior do gibi.

De onde viemos, para onde vamos: O que separa Warlock, de Jim Starlin, dos filmes da Marvel

A Marvel atual começou uma empresa pequena e recém-falida, e que tinha por objetivo apenas arrancar alguns centavos de crianças e adultos envergonhados. Stan Lee era um editor desesperado que, de uma salinha que dividia apenas com uma secretaria, reuniu mais algumas pessoas desesperadas para trabalhar naquilo que ocupava na escala de moralidade das pessoas comuns uma posição intermediária entre esquemas piramidais e pornografia. O seu conselho para os seus funcionários era “peguem o dinheiro e corram”.

Doutor Estranho, de Jason Aaron e Chris Bachalo: Contra Newton

É fácil entender por que, ao relançar o gibi do Dr. Estranho, a Marvel não decidiu trocar Stephan Strange por outro personagem mais novo, modernoso e de alguma minoria. A ideia, evidentemente, era ter uma série pronta para o público do filme: a editora ainda alimenta a esperança de convertê-lo aos gibis e, em tese, é mais fácil fazê-lo quando o personagem principal da série é o mesmo que as pessoas viram no cinema.

Patience, de Daniel Clowes: “Sou apenas um primata sedento de sangue?”

Daniel Clowes trabalhou em Patience por aproximadamente cinco anos. É o seu primeiro encadernado 100% novo, que nunca foi serializado em outro lugar antes de ser publicado em capa dura. Também é o seu trabalho mais novo. Ele pode não gostar do termo [eu também não; seja uma boa pessoa e não goste dele também], mas dá para dizer que essa é a sua primeira graphic novel original. 

O Homem de Ferro de Gene Colan: Transistores detonados, realismo detonante

O Homem de Ferro não é o trabalho mais marcante de Gene Colan na Marvel da Era de Prata — Daredevil e Tomb of Dracula, discutivelmente o Dr. Estranho, estão na frente. O que diz muito sobre Gene Colan: em dois anos, entre Tales of Suspense #73 [janeiro de 1966] e Iron Man #1 [maio de 1968], o artista se tornou um dos principais desenhistas do personagem — a armadura do período, amarela, vermelha e cheia de círculos [aí do lado, na capa do gibi], por exemplo, é A Armadura Clássica do Homem de Ferro. E como ele fez tudo isso? A resposta curta é SENDO MUITO MESTRE. A longa: com uma proposta estética que dava para uma versão turbinada da espetacularidade que você espera de uma aventura de super-heróis uma CASCA realista.

Demolidor #2, de Mark Waid, Paolo Rivera, Emma Rios, Kano e Koi Pham: Bonito, colorido, afirmativo

Daredevil #7, a história que abre Demolidor #2, da Panini, é uma conseqüência direta do PARADOXO das histórias que lhe antecederam. Conforme você, NEO-NERDISTA, leu aqui, a premiada série de Mark Waid começou como uma mistura de NOSTALGIA MARVELITA e APPROACH POLITICAMENTE CORRETO: sustentado em aventuras que seguem o esquema herói x vilão colorido, confrontos com outros mocinhos da editora e cenas de ação periódicas, Waid transformou o Demolidor em um defensor dos MINORITÁRIOS e OPRIMIDOS – tudo muito bem desenhado por Marcos Martín e Paolo Rivera.